terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

IV Artefatos da Cultura Negra no Ceará - 2013

Olá Comunidade, salve!
 


    IV Artefatos da Cultura Negra do Ceará 2013
Nosso evento será realizado no seguinte período:

De: 08 a 11 de Outubro de 2013 - Fortaleza.

Dia 14 de Outubro de 2013 no Cariri-Ceará.
 
Carga Horária : 40 horas de atividades de Formação de Professores

Certificados: Universidade Federal do Ceará – Programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira

Apresentação

A população afrodescendente no Brasil desencadeou inúmeras iniciativas para superar a exclusão, o racismo e o eurocentrismo do sistema educacional do país que atravessaram o século XX. Como parte desse processo político de luta por educação de qualidade que nos anos de 2003 e 2004 o Movimento Negro Brasileiro recoloca em pauta o ensino da História e Cultura Afrobrasileira e Africana no país, tornando obrigatório no currículo oficial da Rede Nacional de Ensino de acordo com a lei 10.639/2003, e nos termos de suas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Etnicorraciais (Parecer CNE/CP 3/2004 e Resolução CNE/CP 1/2004).
A Formação dos Professores nos temas de interesse da população negra tem sido uma das lacunas nas áreas de ciencias humana e tecnologicas e da saúde. Preposições no sentido da realização dessas atividades de formação de professores vem sendo demandada pelas instituições dos estados e municipios e pelos movimentos sociais negros e da educação brasileira.
Em 2013 completam dez anos da obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana e afrobrasileira, por este motivo o IV Artefatos da Cultura Negra do Ceará apresentará o Seminário com um triplo proposito: reunir e homenagear os intelectuais professores e pesquisadores pioneiros no ensino de História e Cultura Africana; instrumentalizar e atualizar qualitativamente professores e estudantes da rede de ensino pública em história da África e Diáspora Africana e Afrodescendente no Brasil e construir um panorama qualitativo sobre o ensino e pesquisa em História da África e do Negro neste país, com base na lei 10.639/2003 e nas Diretrizes Curriculares Nacionais.
O IV Artefatos da Cultura Negra no Ceará resulta de uma parceria do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará, Universidade do Tennesse, Universidade Federal da Paraíba, Universidade Regional do Cariri e Universidade Cândido Mendes. O evento será realizado na Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará e Universidade Regional do Cariri. Devendo receber intelectuais do Brasil, África, Caribe e Estados Unidos, com apresentações de trabalhos de pesquisa em educação, palestras, mesas redondas, mini-cursos, oficinas e atividades culturais.
 
Até breve! Afroabraço!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cavalo-Marinho é Bumba-meu-Boi. É Ancestralidade Africana

Olá Comunidade, salve!

O Brinquedo Cavalo-Marinho, muito difundido no nordeste brasileiro, sobretudo na região norte de Pernambuco, é o que no Ceará vai receber o nome de Bumba-meu-Boi. Nessa dança d@s negr@s, a figura de maior notabilidade vai ser um encantado boi. Esse cilp-documentário de 40’ (quarenta minutos) é perfeito no sentido de captar e expressar essa teatralidade que vai ter origem com as antigas populações africanas. O clip-doc é uma delícia. A ancestralidade africana em movimento de reverência e respeito aos antepassados, comprometida em ser perpetuada para a compreensão da contemporaneidade e dos que ainda virão.
 
 
 Até breve! Afroabraço.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

3º Tambores Ancestrais na Noite Escura

Olá Comunidade, salve!

Segunda-feira de carnaval em Fortaleza, uma excelente pedida esta se configurando. Trata-se do 3º Tambores Ancestrais na Noite Escura.  Neste ano de 2013, será no próximo dia 11/02/2013, segunda de carnaval, a partir das 23h. na Praça do Ferreira, centro de Fortaleza. Vamos nessa! ?

Até breve! Afroabraço.

Cavalo-Marinho é Bumba-meu-Boi

Olá Comunidade, salve!
 
O Cavalo-Marinho é um é Brinquedo nascido nas senzalas. O nome cavalo-marinho vai identificar os festejos na Zona Norte de Pernambuco, nordeste brasileiro. O ponto alto do brinquedo é o teatro do Bumba-meu-Boi, bem como a chuva fecundante de máscaras.
Até breve!  Afroabraço.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

As Irmandades Religiosas Negras


Olá Comunidade, salve!

 


A seguir, um texto sobre as Irmandades Religiosas Negras.

 http://correionago.ning.com/profiles/blogs/irmandades-religiosas-no-1


 

Irmandades religiosas no Brasil: luta e resistência negra

Postado por Luciane Reis em 9 janeiro 2011 às 19:07

 

Entende-se por movimento negro no Brasil as diversas maneiras de atuação por parte dos negros diante da ordem racista vivenciada no dia a dia. Neste caso, a Irmandade do Rosário dos Pretos, em Salvador, configura-se como uma das formas assumida pelo movimento negro ao longo de sua história de resistência. Constituindo-se enquanto grupo, esta irmandade religiosa compostas por negros em muito atuou como canal de acesso ao meio social brasileiro, bem como um espaço de reconstrução da identidade étnico-racial.

Independentemente da diversidade cultural encontrada no Brasil, no início de sua formação era impossível viver outra forma de manifestação religiosa que não fosse a católica.Para Portugal, a formação social do Brasil implicou, dentre outras coisas, na unificação moral e política das raças aqui presentes contra os “hereges” protestantes, representados em  figuras diversas. Aos poucos, vários grupos étnicos, na tentativa de ocupar uma posição de prestígio na sociedade brasileira, começaram a experimentar em vários lugares públicos uma certa “ intimidade”, com os santos católicos, forma  esta de se refugiar das punições estabelecidas pela estrutura social vigente na época.

No caso específico das experiências negras, apesar de terem se moldado à forma católica, traços culturais africanos se mantém ou re-significaram. Enquanto a colônia interpreta os cultos afro-brasileiros como uma forma profana de se adorar aos Deuses, informando ao Santo Ofício naquele tempo que se tratava de “folclore”, nada diferente dos dias atuais, onde é tratada como diversão e não como sagrado,  a população negra conseguiu preservar fatores centrais de continuidade de sua ancestralidade.

Estudos sobre o culto afro no Brasil fazem alguns pesquisadores  intuirem que, na experiência particular entre os elementos culturais africanos e os símbolos do catolicismo fatores estruturais  incidiram no fenômeno do “sincretismo”. Dessa maneira , as conformidades existentes entre os santos da Igreja Católica e os orixás do Candomblé além de terem ocorrido por força da imposição católica da época, decorreriam também das influências estruturais imbricadas nos símbolos  religiosos. Dentro desse contexto, a presença de negros nas várias confrarias religiosas é um dos indicadores desta postura da Igreja Católica, mesmo porque, não é de admirar-se que nessas condições o homem de cor reagisse no Brasil exatamente como nos Estados Unidos e que transformasse esse catolicismo do qual se queria fazer como um meio de controle social e de integração numa sociedade que o maltratava, num instrumento, pelo contrário, de solidariedade étnica e de reivindicação social. (Braga, 1980).

Para a Igreja Católica, as irmandades foram um dos meios mais eficazes de converter ou até mesmo submeter diversos grupos étnicos, tais como índios, mouros e negros, ao catolicismo. Alguns estudiosos afirmam que, no Brasil, várias irmandades estiveram por muito tempo sob o controle da coroa portuguesa, submetidas à fiscalização do setor eclesiástico. As confrarias religiosas já existiam em Portugal desde o século XIII e dividiam-se em irmandades e ordens terceiras. Ao longo de suas existências, muitas irmandades negras foram elevadas à categoria de ordem terceira, como foi o caso da Irmandade do Rosário dos Pretos do Pelourinho. Atividades como empréstimo de dinheiro a juros para os membros integrantes das confrarias foram revividos no Brasil, primeiro por irmandades mais ricas, constituída por brancos  e depois copiada por outras irmandades.

É importante destacar que as irmandades religiosas compostas por negros, além de assumirem a assistência médica e jurídica, o socorro em momentos de crise financeira, e os funerais tanto de membros dessas associações quanto de seus familiares, também se responsabilizavam pela compra de alforrias de outros escravos. A partir do compromisso, lei que estabelece os estatutos da organização e da sua aprovação pelas autoridades eclesiásticas, estas associações eram reconhecidas no meio social. Era obrigação de todos os membros dessas confrarias seguir à risca os seus mandamentos.

Contavam como requisitos básicos na sua estruturação a categoria socioeconômica e a cor da pele. As Irmandades do Rosário, trazidas pelos jesuítas, foram as mais numerosas em todo o Brasil colonial, tradicionalmente dividida entre as de crioulos (pretos nascidos no Brasil), mulatos e de africanos. Estas, como as demais confrarias religiosas, estruturavam-se em torno de uma mesa presidida obrigatoriamente por alguém da “raça”. Dentro dessa exigência, deveria ser escolhido um juiz ou presidente, no caso das irmandades, e um prior no caso das ordens terceiras.

Para fazer parte da Rosário

 A Irmandade do Rosário dos Pretos foi erguida e confirmada na Sé Catedral,  no inicio do século XVIII, entre 1703-1704. Os membros da confraria conseguiram levantar a sua própria capela às Portas do Carmo. Era de fundamental importância a obtenção de um espaço próprio para que fossem realizados tanto os rituais religiosos como as atividades sociais dirigidas ao negro. Durante grande parte do século XVIII, depois de sucessivas tentativas para a concessão de um terreno por  D. João V, é que se dá a construção da igreja, concluída em 1812. Ainda hoje, situada no Pelourinho, apresenta-se como um dos principais símbolos para a população negra da cidade.

Para se fazer parte da irmandade algumas qualidades básicas eram exigidas aos membros que se candidatassem para fazer parte da mesa das confrarias. De acordo com o compromisso de 1820, era preciso ser pessoa livre, para estar  apto, exercer e satisfazer os atos de Irmandade, livre de  qualquer infâmia a que está sujeita a condição servil. Ressaltava que pessoas " sujeitas" poderiam exercer os cargos de mordomo da festa, desde quando pudessem cumprir suas obrigações e satisfazer as exigências econômicas de costume, assim como, serem Irmãos da Mesa desde quando tivessem bom procedimento e seu cativeiro fosse suave. 

No entanto, acentua que em nenhum caso, poderiam ser escravos, os elementos responsáveis pela direção da Irmandade, ou seja, juizes, escrivões, tesoureiro, etc. Os membros da mesa do Rosário dos Pretos deveriam, principalmente, ter boa conduta e ser reconhecidos socialmente, a fim de assegurar a confiança entre os demais integrantes da confraria. Além dessas qualidades, os confrades deveriam possuir boas condições econômicas, pois era, sobretudo, através das contribuições materiais dos seus membros que as irmandades realizavam seus rituais fúnebres e festivos, ornamentavam sua capela garantindo a ascensão social e econômica da irmandade e de seus membros.

Por conta disto, ainda hoje, a Igreja do Rosário dos Pretos no Pelourinho, apresenta-se como um dos lugares ou territórios no qual são revividas experiências culturais negras, constituindo-se fator de identificação para os movimentos negros, mesmo diante da  nova realidade religiosa. Durante a escravidão, as irmandades e outras expressões negras, representaram ponto central de encontro de cidadãos negros. A diversidade de elementos culturais africanos presentes no Brasil influenciou, a composição dessas organizações. É desse modo que percebemos o significado da Irmandade do Rosário dos Pretos do Pelourinho, enquanto movimento social da população negra, no passado, que ainda ressoa na atualidade, parabéns Irmandades.


Luciane Reis - coordenadora pedagógica do Instituto

Mídia Étnica.

 

 
 

21 de Janeiro: Mais um dia contra o Racismo!

Olá Comunidade, salve!

21 de Janeiro: Mais um dia contra o Racismo!

 

Até breve!
Afroabraço.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Rede Nacional de Religiões Afroabrasileira e Saúde

Olá Comunidade, salve!

A Rede Nacional de Religiões Afrobrasileira e Saúde - (RENAFROSAÚDE-CEARÁ) - convida para o seu Encontro. 

I Encontro de Mulheres de Axé-Saravá
Dias 15 e 16 de dezembro /2012 

C O N V I T E



Até breve!
Afroabraço!