quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Raimundo Sodré - Povo à Vista - (1981)



CD - "Coisa de Nego (1981). Em plena efervescência de Uma Celebração Sagrada chamada (CARNAVAL), na data em que se comemora o "Dia do Frevo", uma (CANÇÃO-CANTO-QUE-DANÇA), para fazer o pensamento batucar no (Canta-que-Dançar) para alegremente, denunciar.  

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ilê Aiyê - Do Axé Jitolú para o Mundo - (2014)



Uma outra forma de aprender! 

Um documentário que nos ensina como a AFRODESCENDÊNCIA & A ANCESTRALIDADE AFRICANA - (Cantando-&-Dançando) - enfrentam o etnocentrismo-eurocêntrico.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015


Exu recebe a Festa do PADÊ, nesse caso,  para abençoar & proteger a passagem do Cortejo do Afoxé Filhos de Gandhy, encantando as pessoas com seu IJEXÀ contagiante.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

(Canto-que-Dança) é o ritual tântrico da palavra em movimento esférico. Exu (canta-&-dança) com Oxum & Logun. Brinca palavra: virei Bumba-meu-Boi! Nele Mateus & Catirina são a memória da Ancestralidade Africana, que – em movimento – sempre se renova!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Lázaro Ramos - Madame Satã - Noite Cheia de Estrelas (Cândido das Neves)



Essa é uma poesia que nasce canção (Canto-que-Dança). Cândido das Neves herda de seu pai (Eduardo das Neves, o palhaço negro), a alquimia de transmutar dor em beijos. Uma canção de 1931 de plasticidade incomum. E Lázaro é a polirritmia de fina sensibilidade, ou seja, a “Semiótica do Encantamento”, leia-se: a própria intertextualidade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Henrique Cunha Júnior: Nossa doença social é branca


Henrique Cunha Júnior: Nossa doença social é branca

O Brasil é um país onde o racismo antinegro faz parte da estrutura social. A posição econômica e a vida da população negra são problemas sociais estruturais da formação histórica nacional em seus aspectos: social, cultural, política, sanitário, espacial e econômico. Relembrando o grande sociólogo Guerreiro Ramos, que propunha estudarmos a patologia social do branco brasileiro. Este branco histórico, categoria conceitual explicativa dos problemas da dominação estrutural no Brasil, conduziu os processos de escravismo criminoso e depois de capitalismo racistas. Produziu cinco séculos de dominação e não satisfeitos partem para outro.

O nosso problema é que doença social branca, trata-se de uma ideologia que mina a razão humanística da nossa população. Todas as vezes que os movimentos negros conseguem avanços nas melhorias das condições sociais da população negra a doença branca é ativada e reage, procurando contaminara as mentes e os espíritos para produzir retrocessos, assim reforçando as suas possibilidades de mando e exercício do autoritarismo político ideológico, mantendo a população negra nos lugares da desqualificação social. Doença social é um conjunto de ideais e praticas que levam a morte de pessoas, que produzem a vida em condições ruins, causam dor e sofrimento desnecessário.

“Sexo as a negas” faz parte da prática e da doença branca na sociedade brasileira. O problema da doença é quando os médicos se calam, quando todo serviço mental da saúde mental fica paralisado. De assistimos o que estamos assistindo ao descaso pela doença que avança se prolifera e conduz as loucuras sociais e os extermínios do genocídio. “Sexo e as negas” é um grande genocídio mental e espiritual que afeta significativamente a vida de toda a população negra no país. O incrível é que o grande silencia não seja de luto e sim de concordância e omissão da sociedade.

O seriado reitera o mito de democracia racial e, nas minúcias elogiosas à população negra, manifesta os preconceitos. Celebra-se uma população que foi empurrada para as periferias, que vive as dificuldades da pobreza e ainda sim é descrita como feliz e satisfeita. Não é normal que o referido grupo esteja submetido a condições de privação de acesso à educação etc. Tudo isso é socialmente e historicamente construído. Este seriado com aparência de inocente vem carregado das ideias do Gilberto Freyre, bem elogioso, mordaz e contemplativo, a doença social tratada como normal sem importância alguma, sem medirem as consequências sobre a população negra. O problema não é o sexo, esse menos importa. O problema é toda conjuntura que nos registra nos parâmetros dos retrocessos políticos sobre a compreensão das desigualdades sociais brasileiras baseadas nas formas de imposição do racismo antinegro. Ela confunde os espíritos e adoece as mentes.

É nessa atemporalidade racista que em que são manifestados os preconceitos contra a população negra travestidos de elogios e de celebração. Chamamos de doença branca o forte apelo para inserir na cabeça das pessoas heranças de Freyre da cultura inferior. Não é estereotipando a população negra por meio de um seriado de se diz enfrentar o racismo por meio da constatação e da contemplação das desigualdades. Retratar as populações negras dessa forma é proliferar os mecanismos do racismo antinegro.

Nessa abordagem o racismo antinegro é um problema específico e particular que afeta a população afrodescendente devido às contingências da formação histórica do país e às relações de dominação elaboradas entre os grupos sociais de origem africana e europeia. Não trabalhamos com as categorias de raça social ou biológica, mas sim com a história sociológica. Entendemos que o racismo antinegro é parte do processo de formação das classes sociais brasileiras, numa elaboração que não foi, ainda, suficientemente estudada.

HENRIQUE CUNHA JÚNIOR.